quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Agora é gilsonaguiar.com.br
Obrigado pelo espaço e até lá!
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Vítima de si mesmo
Em meio a entrevista Bernardinho argumenta que a medalha de ouro do Pan foi arrancada de seu peito. Que tiraram a coroação de sua carreira brilhante, faltando apenas a medalha do Panamericano. O que me pergunto é se o campeonato viria com a presença de Ricardinho no time, se o relacionamento com a comissão técnica não afetaria o desempenho da equipe.
Calculo que Bernardinho agiu de forma correta, pensar na medalha do país é mais saudável que os delírios do rei sol.
Ricardinho considerava-se um líder da equipe e representou, segundo ele, a vontade da equipe de não dividir o prêmio da conquista no Pan com a comissão técnica. Antes de jogar já estava se dividindo o prêmio da vitória, que autoconfiança, que soberba magnífica, que determinismo despótico. Algo tipicamente brasileiro, é importante pensar no valor do esporte e do ídolo, ele sempre será medido pela moeda, mais do que o caráter. Mais que o corte de um jogador é o afastamento de um sócio.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Famílias menores, oportunidades de trabalho maior
A redução da composição familiar é típica de áreas urbanas que a capacidade de oportunidades está crescendo. A carreira profissional se abre para os indivíduos que não estão dispostos a abrir mão de uma carreira profissional. Cada vez mais as famílias se adptam ao mercado de trabalho e não é determinante a permanência familiar sobre a carreira profissional. Famílias com poucos membros facilitam deslocamentos e impõe menos exigências.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Violência crescente, dignidade ausente
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Quando “Cora Coralina” é apenas um nome
Assisti ao filme “Pixote”, sugiro que assista também “Cidade de Deus”. Vamos aprender com personagens que, por pertencerem ao meio da violência, interpretam muito bem o mal-feitor. O uso da arma é uma condição para quem precisa de uma identidade e um sentido. A adolescência determina caminhos a serem percorridos e impulsiona o jovem na busca de desafios. Isto é da idade. Mas, é irônico, porque na mesma idade que se busca na arma uma solução para a vida, o nome da Escola é um exemplo de outro caminho. Cora Coralina foi escrito goiana que aos 14 anos de idade se dedicou a escrever suas poesias, mesmo que sem publica-las. Contudo, mudou sua vida quando já tinha mais de 60 anos, inclusive o nome, Cora Coralina. Morreu com quase cem anos. Mas, infelizmente e provavelmente, este não será o fim dos adolescentes que portavam armas em uma escola em Sarandi, nem a poesia e nem viver muito. O mais próximo que estas histórias chegaram, a poetisa e os adolescentes armados, foi, apenas, o nome da escola.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Quando a deficiência é nossa
Contudo, o grande problema de muitos deficientes é ele mesmo. Não conseguem viver sem a escora de sua deficiência, a muleta social da frágil vítima. Muitos deficientes se escoram nos limites físicos, os quais podem ser superados, para reivindicar a eterna permissividade. Devem ser atendidos em todos os pedidos, devem ter facilidades excessivas, devem sempre ser inocentados nas relações.
Já presenciei inúmeras vezes deficientes que alteram o ambiente onde chegam por uma mobilização social que se adapta a sua mínima necessidade, muitas destas adaptações nem eram necessárias. Em restaurantes as pessoas levantam e abre espaço para o deficiente passar sem que ele peça, nas escolas se facilita avaliações, reduzem atividades para os deficientes, sem que sua deficiência exija.
O deficiente deve ser amado só por ser deficiente? Não, apenas deve ser respeitado no limite de sua deficiência, o que não significa incompetência.
Se tratássemos os deficientes com iguais onde a deficiência não impõe desigualdade estaríamos fazendo um grande benefício para sua integridade. O maior obstáculos de um deficiente físico, via de regra, é ele mesmo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Bom começo
A atuação do Observatório Social e abertura da Prefeitura de Maringá a ação de fiscalização contou para esta ação dos empresários.
É necessário que esta prática se consolide e, ao longo do tempo, permita a confiabilidade nas ações do Estado. É necessário ampliar os órgão público comprometido com a fiscalização de organizações não governamentais. Seria impossível, infelizmente, confiar nos mecanismos oficiais de fiscalização que estão dentro do próprio Estado. A corrupção atinge diversos escalões do governo e tendem a aumentar sua capacidade de contaminar toda a máquina pública.
A presença de organismo que se comprometam a fiscalizar o poder público tem que ser incentivada.
Quando nos preparamos para licitações honestas e demonstramos a possibilidade de gerenciamento competente dos gastos públicos iniciamos uma tarefa difícil, de lutar contra tudo o que representa uma cultura impregnada na sociedade brasileira.
Não somos a única nação do mundo a propagar a corrupção, mas somos intensificadores esta prática como um ritual, destes que tem que ocorrer porque nos identifica e muitas vezes vira o sentido do poder público ou da vida privada.
terça-feira, 31 de julho de 2007
A um ser humano atrás de um corpo
Este rompimento com o caráter consumista do corpo impede que a profundidade das relações eduque a afetividade dos jovens. Eles continuam crescendo com recalques, falta de auto-estima, capacidade de discernir entre o sentimento imediato, e lógica futura das ações.
Confesso que a aula me deixou apreensivo. Conversar com adolescentes sobre estes temas é delicado, gera sentimento de contrariedade e tensão, mas calculo que na vida os melhores aprendizados são fruto dos embates angustiantes de nossa existência. O aprendizado vem de fora e se alimenta da angústia que fermenta dentro de nós.
O melhor programa social
A produção de etanol seria exportada com maior facilidade, reduzindo custos e permitindo a intensificação produção de álcool na região norte e noroeste.
O estudo de pré-viabilidade do projeto do alcooduto já passou a primeira fase, a de viabilidade. Na segunda fase, a que está em andamento, é o detalhamento da implantação e viabilização da obra, ampliando parcerias na construção.
As mudanças serão significativas para nossa região. Produção de álcool se amplia e ganha uma condição de redução de custos de produção, redução do custo de transporte e geração de emprego. Serão 300 mil metros de combustíveis mensais, fator que incentivariam o aumento da produção.
O caminho percorrido da região noroeste até o Porto de Paranaguá utilizaria áreas onde já estão instaladas as linhas de transmissão, gasodutos e oleodutos, sem prejuízo para a ocupação de áreas produtivas.
Projetos como este trazem a necessidade de revermos o nosso papel enquanto área econômica agroindustrial. Não podemos perder a oportunidade de consolidarmos uma função no mercado internacional. Investimentos como este geram mais respostas do que programas assistenciais sem uma finalidade de integração a economia formal.
Melhor do que distribuir pratos de comida é dar um sentido a vida. Que venha o alcooduto.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
O Problema do Mito
Em Maringá temos Ricardinho do Vôlei, um dos principais jogadores da seleção brasileira que foi cortado pelo técnico Bernardinho por causa do excesso. Faz bem o técnico é necessário por limites. Esperamos apenas que Ricardinho entenda que faz parte de uma equipe e que não constrói a verdade do todo sendo importante em uma parte. Suas qualidades enquanto jogador não o autorizam a ser senhor do time ou intervir na função do treinador. Mas, enquanto que alguns tentam demonstrar a verdade, o mito tem seus discípulos e não faltam os que babam em torno da divindade, prontos a convence-la que sua razão é eterna e seus atos irreprimíveis.
Deste fato podemos tirar apenas a conclusão que ele não se encerra no excesso dos mitos, faz parte, cada vez mais, da prática de cada um, estamos acostumados a nos consideramos pequenos mitos de nossas vidas, buscamos discípulos, mas no fundo estamos sozinhos.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Perigos da profissão
Observatório Social
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Retrato trágico do Brasil
Vivemos nestes últimos anos um aumento significativo do uso de aviões pela população brasileira como opção de transporte para longas distâncias. A acessibilidade ao consumo de passagens aéreas foi um dos significativos ganhos dos consumidores com a estabilização monetária que o país vive. O preço é amargo em uma estrutura que não acompanhou o mesmo crescimento. O risco que os passageiros passam constantemente ao pegarem vôos domésticos no Brasil é assustador. Aeroportos sem estruturas, controladores de vôos administrados por uma estrutura pública antiquada, herdada da Ditadura Militar, empresas aéreas que em busca do lucro fácil não se preparam com estruturas físicas e humanas para atender os passageiros, aparelhagens de controle do vôo arcaicas que geram precariedade do controle do espaço aéreo, enfim uma aviação precária diante de um mercado, até agora, promissor.
A tragédia com o avião da TAM é um retrato do descompasso entre um país administrado pelo improviso, com descaso ao direito do cidadão e o desrespeito ao consumidor. Cada vez mais temos menos informações sobre os verdadeiros motivos de um caos na aviação. A transparência não chega entre os mecanismos que administram a aviação no Brasil, como não chega em boa parte da administração pública.
Para piorar o caos e a crise em que vivemos temos que considerar que este acidente já estava anunciado em sinais que vão de acidentes pequenos em aeroportos até mesmo caos e atraso nos principais aeroportos do país.
Toda vez que pensar em um retrato da crise que o país atravessa, lembre-se deste acidente. Ele é a cara do Brasil.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Mãos na Obra
O PAC chega a Maringá
Maringá não foge a regra e tende a tomar o caminho de uma guerra urbana onde de um lado a região de bem estar e de outro a miséria concentrada se enfrentam. Infantil quem considera que estas duas realidades não provocam uma tensão cada vez maior e propagam com isso a violência diária. Menos porque os miseráveis existem, mais porque servem com matéria-prima, mão-de-obra para os interesses escusos de quem vive nas regiões de privilégio. Crime não é comandado pelos moradores periféricos, sua liderança mora, veste, come e dorme bem.
Os trabalhadores urbanos de baixa qualificação moram na periferia e observam, tocam e cheiram nosso lixo de excesso e não reciclado, transitam entre a possibilidade das áreas centrais e a falta de condições mínimas das periferias. Esta realidade fere os olhos, machuca a alma e revolta a mente, muitas vezes limitada, de quem vive no dia-a-dia entre a falta e o excesso.
Esperamos que o PAC faça sua parte em Maringá, afinal a revitalização de bairros é elemento vital para o crescimento econômico. A qualidade de vida gera investimentos e produtividade.
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Imagem de papel
Diante de nossa posição na lista de cidades onde se pode construir uma carreira profissional, fico me perguntando que carreira pode ser construída? Que homem estamos construindo?
A vitória da “tradição”, saída honrosa ou empate premeditado?
Ficamos durante o final de junho e a primeira quinzena de julho em uma discussão “profunda” sobre o destino do maior partido do Brasil em Maringá. Acreditava, até mesmo, em uma intervenção do Governador, mas quando Requião ao inaugurar uma obra do Corpo de Bombeiros em Jandaia do Sul disse que aceitaria a chapa que vencesse as urnas, pensei: democracia doméstica não combina com a política de caudilho. Da mesma forma me veio a lógica de Maquiavel em sua obra “O Príncipe”, o governante entrega ao povo o direito de decidir o que não tem escolha, já está decidido.
Acredito que, pelos números, a vitória da chapa Roberto Requião faz sentido no próprio nome, a liderança do partido é fruto de uma sociedade de interesses múltiplos e que se vê minada pela capacidade de articulação de lados opostos, que se unem para manter o poder, eis a lógica da política e de quem governa. Crispin continuará mais pelo amor a cadeira e seus benefícios do que pela função, isto se existe outra função que não seja permanecer. Na capacidade de sobrevivência Crispin é mestre.
A Chapa Manda Brasa tinha nomes históricos, mas em grande parte foi organizada para conter as articulações que poderiam ocorrer com o PMDB procurava defender interesses ligados a Silvio Barros II, este objetivo foi alcançado, mesmo com uma derrota nas urnas. A nova composição da diretoria do partido impedirá excessos nas coligações, facilitando articulações e possibilidades sem contratempos para quem estiver disposto a negociar com a sigla.
Acredito, enfim, que não houve uma vitória, mas o resultado foi o empate, como tudo no PMDB não se define nas urnas internas do partido, ou nas eleições que participa pelos cargos públicos no país. O PMDB permanece pois está em todos os lados e em tudo. É um partido de negócios constantes e sócios temporários. Parece mais uma bolsa de valores do que um partido político. Nesta lógica, Cláudio Ferdinandi foi o grande vencedor, um pemedebista histórico e único capaz de administrar uma sociedade como o PMDB.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Frente de ocupação urbana
A regulamentação dos terrenos, através do plano diretor, é flexibilizar as diretrizes para se obter terrenos para a construção de moradias populares por um custo menor através de financiamento da casa própria. Cerca de 8 mil pessoas estão a espera de uma casa própria.
O poder municipal esta levantando a realidade econômica destas oito mil pessoas. A intenção é ter uma dimensão do problema e poder superar as necessidades com um projeto de construção de moradias, no máximo em médio prazo.
A moradia é um desejo de boa parte da população de baixa renda. Construímos em toda a nossa vida a casa própria como um dos sinais de prosperidade pessoal. Contudo, se formos analisar as condições em que muitas casas populares são oferecidas e sua localização, percebemos que a “casa própria” pode ser uma contradição em relação ao interesse do próprio cidadão que tanto a deseja. Morar distante demais do local de trabalho pode inviabilizar a moradia. Optar pela casa ou pelo emprego pode significar perder os dois – emprego e casas. Outro fator a ser relevado é o custo de mensalidades de financiamento, as quais podem transformar o aluguel em peso menor que a mensalidade da casa própria.
Não podemos nos esquecer que ao longo do tempo a localização de casas populares eram fundamentais para tornarem atraente para o mercado imobiliário terrenos distanciados do perímetro urbano. As casas populares servem com elemento de expansão do comércio de lotes urbanos, fazendo com que se viabilize estruturas públicas como luz, água, pavimentação, segurança, educação e se estimule a implantação de transporte coletivo e comércio varejista, ambiente necessário para um bom mercado imobiliário. Esta é uma condição inevitável nas relações de capital, o que não viabiliza uma política de moradia pública. Apenas temos que promover a valorização de terrenos sem impedir que seja eficiente e cumpra as necessidades de quem é o objeto de interesse de uma política habitacional, a população de baixa renda.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Agradecendo a participação
Baleado e sem médico, assim está a sociedade
De repente estamos vivendo os mesmos dramas dos grandes centros, porque de repente viramos um pesadelo que nossa imagem de comunidade segura e pacífica não suportou.
Nossos aparatos de segurança anunciados pelos meios de comunicação como eficientes mostram fragilidade diante do crescimento das ações de violência. Os limites para controlar a ordem social já não funcionam com a mesma eficiência. O que está ocorrendo? O que mudou?
Acredito que as transformações econômicas e sociais não foram acompanhadas pelos serviços públicos. Acredito que não temos mais a condição de garantir que a política de desenvolvimento de Maringá pare em uma proporção em que, o nosso “condomínio fechado”, sobreviva sem invasores. Já estamos invadidos.
Se formos tentar entender o porque Maringá sempre sonhou em se isolar das condições de violência, entre elas a miséria que se concentra em sua periferia, chegaremos a conclusão que o principal fator da violência é o tráfico, que grande parte dos assaltos e vítimas são conseqüência da busca de condições de consumo de drogas.
A constatação final de todo o drama do frentista que foi baleado e pode ser vitima da falta de atendimento médio é que, a falta de segurança e o descaso com a saúde são o reflexo de uma cidade que não soube compreender que o pior bandido não é o marginal periférico, mas sim, os filhos bem alimentados e saudáveis que consomem desesperadamente as drogas que alimentam a violência que agora nos assombra. Foi a falta de sentido humano que tem transformado os noticiários em uma seqüência de violência e caos. Se reclamarmos dos barulhos dos vestibulandos e universitários embriados, temos que reclamar do assaltante e do hospital que não tem vagas na UTI, mas temos que assumir que o que colhemos hoje foi uma semente plantada a mais de vinte anos, nossos filhos banhados a excesso e sem perspectiva de futuro.