sexta-feira, 13 de julho de 2007

Frente de ocupação urbana

Prefeitura Municipal de Maringá busca mecanismos legais para criar condições de se obter terrenos para a construção de casas populares. As chamadas Zonas Especiais de Interesse Social são espaços que podem ser reservados para a construção de moradias para as camadas populares, respeitando o plano diretor da cidade.
A regulamentação dos terrenos, através do plano diretor, é flexibilizar as diretrizes para se obter terrenos para a construção de moradias populares por um custo menor através de financiamento da casa própria. Cerca de 8 mil pessoas estão a espera de uma casa própria.
O poder municipal esta levantando a realidade econômica destas oito mil pessoas. A intenção é ter uma dimensão do problema e poder superar as necessidades com um projeto de construção de moradias, no máximo em médio prazo.
A moradia é um desejo de boa parte da população de baixa renda. Construímos em toda a nossa vida a casa própria como um dos sinais de prosperidade pessoal. Contudo, se formos analisar as condições em que muitas casas populares são oferecidas e sua localização, percebemos que a “casa própria” pode ser uma contradição em relação ao interesse do próprio cidadão que tanto a deseja. Morar distante demais do local de trabalho pode inviabilizar a moradia. Optar pela casa ou pelo emprego pode significar perder os dois – emprego e casas. Outro fator a ser relevado é o custo de mensalidades de financiamento, as quais podem transformar o aluguel em peso menor que a mensalidade da casa própria.
Não podemos nos esquecer que ao longo do tempo a localização de casas populares eram fundamentais para tornarem atraente para o mercado imobiliário terrenos distanciados do perímetro urbano. As casas populares servem com elemento de expansão do comércio de lotes urbanos, fazendo com que se viabilize estruturas públicas como luz, água, pavimentação, segurança, educação e se estimule a implantação de transporte coletivo e comércio varejista, ambiente necessário para um bom mercado imobiliário. Esta é uma condição inevitável nas relações de capital, o que não viabiliza uma política de moradia pública. Apenas temos que promover a valorização de terrenos sem impedir que seja eficiente e cumpra as necessidades de quem é o objeto de interesse de uma política habitacional, a população de baixa renda.

Um comentário:

glauber disse...

Gilson ontem pela madrugada eu conversava em um bar da cidade com alguns amigos,todos de classe média alta,alguns filhos de assessores de deputados,prefeitos e governador.Fico espantado e preocupado com a visão alguns desses jovens que até por ordem do ofício fazem questão de comparar a pobreza no nordeste brasileiro com suas vidas confortaveis aqui no Paraná,vejo a facilidade que eles possuem de númerar todos os problemas sociais que as pessoas que la residem sofrem,fico mais preocupado ainda de saber que os mesmos imaginam que onde eles vivem esta tudo bem arrumado e perfeito,que não à desigualdade,fome,miséria,fila nos postos de saúde enfim inúmeros problemas.Esses seram os nossos futuros representantes no legislativo,sendo assim perco todas as minhas esperanças de que um dia uma criança pobre possa ter uma educação de qualidade.
Hoje pela manhã quando acordei,abri a janela,a primeira coisa que vi,foi uma senhora com dois sacos acompanhada de um menino,que deveria ter seus 9 anos no máximo.Estavam sentados no chão,encostados no muro do cemitério,entre uma árvore,dividindo uma laranja.Fiquei ali por uns 20 minutos,observando tentando imaginar oque se passava pela cabeça deles.Logo fui até a cozinha,peguei dois pacotes de bolacha recheada e alguns "Todinhos",ofereci ao menino.Ele pegou todo contente,sabe-se la quando ele vai comer novamente.
Essa família que vi hoje,faz parte de uma grande parcela da sociedade esquecida,abandonada propositalmente por esses nossos governantes que so se preocupam com sua popularidade e parlamentares que so pensam em CPIs,lamentavel.Isso acabou com meu dia.
As vezes acabo pensando que oque se tem a fazer mesmo é viver na útopia,como eu não consigo fazer isso,vou vivendo indignado,so espero de mim,que se algum dia eu tiver a oportunidade de fazer algo por essas famílias,eu mesmo não me decepcione.
Me recuso seguir a maioria ,ir para o outro da rua para desviar desses excluidos da sociedade,isso é ridículo,não são animais pronto para o ataque,apenas seres humanos com os olhos grandes e brilhantes,desejando uma cama quente em um dia de friu.

GLAUBER FREITAS