sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Quando a deficiência é nossa

Existem vagas para deficientes nas empresas privadas, o que é uma exigência de lei, mas, faltam pessoas para ocuparem estas vagas. A deficiência não impede o desempenho do trabalho, não existe prejuízo para a empresa, mas ganhos. As pessoas com deficiência devem buscar a agência do trabalhador e se cadastrar. O trabalho permite uma inclusão do deficiente e supera a condição de marginalização. O deficiente que não tem sua autonomia econômica é colocado com um peso por familiares. Mas, deficiência não significa dependência. A inserção no mercado de trabalho permite ao deficiente dar um passo fundamental para sua liberdade.
Contudo, o grande problema de muitos deficientes é ele mesmo. Não conseguem viver sem a escora de sua deficiência, a muleta social da frágil vítima. Muitos deficientes se escoram nos limites físicos, os quais podem ser superados, para reivindicar a eterna permissividade. Devem ser atendidos em todos os pedidos, devem ter facilidades excessivas, devem sempre ser inocentados nas relações.
Já presenciei inúmeras vezes deficientes que alteram o ambiente onde chegam por uma mobilização social que se adapta a sua mínima necessidade, muitas destas adaptações nem eram necessárias. Em restaurantes as pessoas levantam e abre espaço para o deficiente passar sem que ele peça, nas escolas se facilita avaliações, reduzem atividades para os deficientes, sem que sua deficiência exija.
O deficiente deve ser amado só por ser deficiente? Não, apenas deve ser respeitado no limite de sua deficiência, o que não significa incompetência.
Se tratássemos os deficientes com iguais onde a deficiência não impõe desigualdade estaríamos fazendo um grande benefício para sua integridade. O maior obstáculos de um deficiente físico, via de regra, é ele mesmo.

Um comentário:

glauber disse...

Concordo que existe a lei e que faltam profissionais deficientes para ocupar as devidas vagas.O problema é um tanto maior que os própios deficientes se negarem a inclusão.
Isso vem de uma tradição da sociedade brasileira,de tratar as pessoas com deficiência como um real problema,justamente por esta diferença e menor agilidade fisíca.
Como sabemos esses seres humanos especiais,sentem os sabores ,veem as coisas,enfim pensam,raciocinam.E sabem muito bem o significado dos olhares de preconceito,são os primeiros a quererem ser normais,tratados como todos,até mesmo esperar na fila do banco,etc.
Não querem mais nada,alem de sentir o sabor da vida sem pre - conceitos.Isso também acontece com pessoas negras,magras de mais,gordas de mais.
Sendo assim,acho muito,jogar tada a responsabilidade encima dessa pessoas deficientes,prejudicadas pelo destino.E que tem todo direito de se sentirem vítimas,pela sociedade que os cercam.
Não devemos inocenta-los de atos errados e nem conceder facilidades excessivas.
O deficiente é como é,age como age,simplesmente por ser "Amado" de mentirinha.
Contudo ,enquanto continuarmos a tratar as pessoas com deficiência como escoro e número de estatísticas,tudo permanecerá como está.

Glauber freitas