O Aeroporto de Maringá, Silvio Name, agora tem a cobrança de taxa de estacionamento para quem permanecer mais de 15 minutos dentro do lote correspondente a responsabilidade da empresa que gerencia o Aeroporto, da qual Marcos Valêncio é o diretor superintendente.
Os usuários reclamam de terem que pagar, entre R$ 1,50 a R$ 2,00, para deixarem seu carro estacionado, sendo que muitos adoram o ritual de se despedir dos familiares que vão embarcar e saborear a imagem das partidas e chegadas dos aviões. O que fazer diante de tamanha proibição de R$ 2,00? A primeira coisa a concluir é que o aeroporto não é público. Não estou argumentando esta condição por ser administrado por ume empresa de caráter misto que tem Valêncio a frente, mas por ter uma restrição do serviço que presta. Viajar de avião ainda não é o mesmo que viajar de ônibus, que por sua vez não é o mesmo do que não poder viajar.
A democracia que se expressa na liberdade de ir e vir esbarra no custo do deslocamento e na manutenção dos serviços. De esta forma manter determinadas condições implica tanto no custo material como na restrição social. O que tem valor não é para todo mundo e, por conseqüência, é por isso que tem valor, muitas vezes. O ambiente do aeroporto pode se transformar em um ponto turístico, como já foi constante na Maringá bucólica de 30 anos atrás. Ir ao aeroporto era uma prática familiar de lazer como a pescaria, ficar esperando os “teço-tecos” pousarem e decolarem, era um exercício de paciência. Que saudades! Agora estamos reivindicando o direito de sermos confundidos com os passageiros e saborear aviões maiores e que pousem e decolem com mais freqüência. Contudo esbarramos na lógica vital da democracia de mercado, o direito de ir e vir existe, mas seu exercício tem um custo quando se caminha em chão privado. Ir ao aeroporto e não voar é ter que pagar para ficar. A final para que serve um aeroporto?!
sexta-feira, 18 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Dois pesos e duas medidas
O governo do Estado deu prazo de 60 dias para a empresa TeatraPack apresentar um projeto de destinação final das embalagens longa vida. Anualmente, o mercado do Paraná consome aproximadamente quinhentos milhões de unidades desse tipo de embalagem e apenas cerca 160 milhões são recicladas;
A política ambiental é uma responsabilidade do poder público, sem dúvida. E a fiscalização deve ser rígida sobre as empresas multinacionais. Mas, como na política os mecanismos legais contribuem para benefícios nem sempre tão nobres quanto aparentam, temos que lembrar que a empresa Sig Combibloc, empresa suíça, e única concorrente mundial da Tetra Pak, está se instalando em Campo Largo com apoio fiscal do governo do estado, através do Projeto “Bom Emprego”, com benefícios de ICMS. A autorização para a instalação da empresa já está formalizado desde novembro de 2006. A empresa deve concluir sua instalação este ano ou no ano que vem (2008). O que me pergunto é se Requião foi tão exigente com a Sig Combibloc como é com a Tetra Pak em relação ao plano de gerenciamento de resíduos e reciclagem de produtos.
A política ambiental é uma responsabilidade do poder público, sem dúvida. E a fiscalização deve ser rígida sobre as empresas multinacionais. Mas, como na política os mecanismos legais contribuem para benefícios nem sempre tão nobres quanto aparentam, temos que lembrar que a empresa Sig Combibloc, empresa suíça, e única concorrente mundial da Tetra Pak, está se instalando em Campo Largo com apoio fiscal do governo do estado, através do Projeto “Bom Emprego”, com benefícios de ICMS. A autorização para a instalação da empresa já está formalizado desde novembro de 2006. A empresa deve concluir sua instalação este ano ou no ano que vem (2008). O que me pergunto é se Requião foi tão exigente com a Sig Combibloc como é com a Tetra Pak em relação ao plano de gerenciamento de resíduos e reciclagem de produtos.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Maringá ontem e hoje
O titulo acima já foi orgulhosamente o título de um livro sobre Maringá, de um professor de História, que infelizmente não me recordo o nome. Relatava o desenvolvimento da região desde a colonização até as incertezas do final da década de 1970. Na indústria, agricultura e comércio marcavam a atividade econômica como condição e possibilidade. Hoje, se fossemos reescrever a obra teríamos que descartar a indústria, acrescentar a prestação de serviços e consolidar o comércio varejista. Contudo teríamos um novo elemento econômico de grande repercussão financeira, a contravenção. É meu caro, o tráfico de drogas, estelionato, falsificação, sonegação são algumas das atividades que tomam conta de nossa cidade. Se fossemos considerar o quanto elas injetam de capital na região, acredito que teríamos um “amanhã” bem diferente do que muitos pioneiros imaginaram.
domingo, 13 de maio de 2007
Quem disse que falta emprego? Falta é trabalho qualificado.
Eu vejo diariamente as agências de emprego procurando pessoas para ofícios que se repetem ao longo dos meses. Em um programa de telejornal que oferecem vagas para trabalhadores com qualificação técnica, já ouvi em pelos menos três semanas seguidas a necessidade de um técnico para equipamentos de refrigeração industrial. Outras tantas vagas para operadores de máquinas, sem contar com as inúmeras para costureiras. O que parece contraditório é que o desemprego cresce em índices significativos nestes últimos dez anos, quase 3% ao ano, batendo em quase 12% da população economicamente ativa (PEA).
Mas como entender esta contradição entre vagas sobrando e desemprego aumentando. Simples, não qualificamos a mão de obra. Se levarmos em consideração os anos entre 1995 e 2005, chegaremos a números preocupantes da falta de investimentos em qualificação.
Em 1995 o estado investia 0,39% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, de toda a produção de riqueza do país, a qual, em parte, é fruto da produtividade da mão-de-obra. A população atingida por estes investimentos era de 6,1% da população da PEA. Bom, em 2005 as coisas pioraram e passaram para 0,33% do PIB (o qual aumentou), e beneficiou 5,2% dos trabalhadores.
Fico admirado de o governo ter tanta preocupação com a inclusão dos negros e índios nas universidades, assim como a preocupação com a educação superior para a população de baixa renda. Deveríamos focar na qualificação técnica, investir profundamente em Sescs, Senacs, Sesis, Senais, etc. As escolas de formação técnica deveriam receber prioridade para permitir uma inclusão social no trabalho. Um governo dos trabalhadores, pelos menos com um histórico vinculado “em defesa da classe operária”, deveria se preocupar mais com o verdadeiro fator de exclusão social, o DESEMPREGO.
Mas como entender esta contradição entre vagas sobrando e desemprego aumentando. Simples, não qualificamos a mão de obra. Se levarmos em consideração os anos entre 1995 e 2005, chegaremos a números preocupantes da falta de investimentos em qualificação.
Em 1995 o estado investia 0,39% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, de toda a produção de riqueza do país, a qual, em parte, é fruto da produtividade da mão-de-obra. A população atingida por estes investimentos era de 6,1% da população da PEA. Bom, em 2005 as coisas pioraram e passaram para 0,33% do PIB (o qual aumentou), e beneficiou 5,2% dos trabalhadores.
Fico admirado de o governo ter tanta preocupação com a inclusão dos negros e índios nas universidades, assim como a preocupação com a educação superior para a população de baixa renda. Deveríamos focar na qualificação técnica, investir profundamente em Sescs, Senacs, Sesis, Senais, etc. As escolas de formação técnica deveriam receber prioridade para permitir uma inclusão social no trabalho. Um governo dos trabalhadores, pelos menos com um histórico vinculado “em defesa da classe operária”, deveria se preocupar mais com o verdadeiro fator de exclusão social, o DESEMPREGO.
Cada povo tem o automóvel que merece.
As montadoras no Brasil devem investir este ano na fabricação de Air Bags no Brasil para baratear o custo do item nos automóveis populares. Hoje a colocação de air bags tem um custo menor que cd e ar-condicionado, mas os clientes ainda preverem os itens estéticos do que o de segurança. Os preços de air bags em automóveis populares variam de R$ 900,00 a R$ 2.000,00, contudo o preço de ar-condicionado e cd players está em torno de R$ 4.000,00. As montadoras, com a Volkswagen apresentam índices reveladores, cerca de 2,5% dos automóveis fabricados tem opcionais como air bags, enquanto 50% tem ar-condicionado. Desta forma se denuncia que o desejo estético fala mais auto que a segurança. O consumidor denuncia sua verdadeira preocupação, ter um meio de transporte associado ao prazer mais do que a segurança. Se levarmos em conta a utilização de outros opcionais o nosso espanto seria maior, principalmente quando falamos de acessórios exclusivamente estéticos. Acredito que o lema do consumidor brasileiro seja: “se é para correr riscos, que seja em grande estilo”. Lamentável em um país onde o número de morte em acidentes de trânsito é alarmante.
Do que nós livramos os bolivianos?
Encerraram-se neste final de semana (12/05) as negociações sobre a venda de duas refinarias da Petrobrás. O governo boliviano queria pagar apenas 70 milhões de dólares pelas refinarias, enquanto a Petrobrás exigia 160 milhõews. O acordo firmado foi marcado por um prejuízo de 60 milhões de dólares para a petrolífera brasileira. Contudo não temos o que lamentar. Por rara vez, concordo com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva. O preço pago fale a pena, principalmente para não ser chamado de elemento que desestabilizou o governo de Evo Morales, o qual já está fadado ao fracasso.
A liderança brasileira na América Latina tem que se firmar pela estabilidade de regimes que dêem respostas mais sólida aos problemas econômicos e sociais. Não existem mais milagres econômicos efetuados por políticas ultranacionalistas, ou mesmo do chamado socialismo por decreto. A infantilidade da luta antiimperialista pode ter conseqüências drásticas para que aposta em rupturas como o capital internacional sem alternativas de manutenção da economia nacional de forma sólida.
Neste panorama, a falsa liderança de Hugo Chaves no continente tende a ser perniciosa e de porão. Fará diferença exclusiva em países com capacidade limitada de negociações no mercado internacional, e infelizmente os que mais necessitariam de uma integração ao mercado e aos investimentos internacionais.
Desta vez, parabéns Lula! É melhor perder o peão do que deixar de cair o reinado.
A liderança brasileira na América Latina tem que se firmar pela estabilidade de regimes que dêem respostas mais sólida aos problemas econômicos e sociais. Não existem mais milagres econômicos efetuados por políticas ultranacionalistas, ou mesmo do chamado socialismo por decreto. A infantilidade da luta antiimperialista pode ter conseqüências drásticas para que aposta em rupturas como o capital internacional sem alternativas de manutenção da economia nacional de forma sólida.
Neste panorama, a falsa liderança de Hugo Chaves no continente tende a ser perniciosa e de porão. Fará diferença exclusiva em países com capacidade limitada de negociações no mercado internacional, e infelizmente os que mais necessitariam de uma integração ao mercado e aos investimentos internacionais.
Desta vez, parabéns Lula! É melhor perder o peão do que deixar de cair o reinado.
sábado, 12 de maio de 2007
O que me angustia em Maringá
Sou maringaense de nascimento e vivi toda a minha vida residindo aqui, em Maringá. Gosto desta cidade por diversos fatores, um dos principais é que aqui realizo minha vida profissional e construo uma identidade de cidadão. Tendo na medida do possível atuar constantemente na vida pública, sem ser político, por mais que tenha minhas simpatias e decepções com a política. Mas, Maringá me preocupa. Nada me dá medo como o futuro que estamos construindo para nossa cidade. Quando Silvio Barros II assumiu, fiquei, de certa forma, empolgado com a perspectiva de se construir uma cidade que desse um paço a frente e muda-se. Não só na estrutura física, mas em sua mentalidade.
Hoje, ainda temo a mente provinciana, o excesso de religiosidade e falta de conceitos mais sólidos e racionais sobre o tráfico de drogas e a violência urbana. Temo a desigualdade que estamos criando a nossa volta, os municípios que fazem parte da região metropolitana de Maringá apresentam sintomas alarmantes de desigualdade.
Mas, temos que continuar alertando e demonstrando os números de uma desigualdade que não é só de nossa região, se prolifera no mundo, principalmente nos países do Terceiro Mundo.
Hoje, ainda temo a mente provinciana, o excesso de religiosidade e falta de conceitos mais sólidos e racionais sobre o tráfico de drogas e a violência urbana. Temo a desigualdade que estamos criando a nossa volta, os municípios que fazem parte da região metropolitana de Maringá apresentam sintomas alarmantes de desigualdade.
Mas, temos que continuar alertando e demonstrando os números de uma desigualdade que não é só de nossa região, se prolifera no mundo, principalmente nos países do Terceiro Mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)